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André Acioli e os desafios de empreender no contexto atual

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas empresas (SEBRAE) realizou uma pesquisa no ano passado, 2015, com o intuito de verificar o perfil do empreendedor brasileiro, os tipos de empreendimento e os desafios de empreender experimentados por eles. Foi constatado que por volta de quatro a cada dez brasileiros já possuem ou planejam ter o seu próprio negócio.

No último ano, a taxa de empreendedorismo no Brasil foi próxima de 40%, sendo o maior índice dos últimos 14 anos. Esses números aumentaram cada vez mais após a aplicação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que entrou em vigor no ano de 2007.

Essa pesquisa foi realizada nos meses de setembro a outubro de 2015 e contatou 2.000 pessoas. Neste universo, 56% das que estão criando ou já abriram suas empresas já perceberam uma boa oportunidade de crescimento financeiro.

Diante desses dados expressivos, o Avalio também buscou um especialista no assunto para esclarecer algumas dúvidas recorrentes quando tratamos de desafios de empreender. Veja, a seguir, nossa conversa com André Acioli, mestre pela Escola de Negócios da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD/UFRJ). Ele deu algumas dicas sobre como iniciar um empreendimento, erros que acontecem com grande parte dos empreendedores e contou boas histórias sobre sua experiência no ramo.

André Acioli fala sobre os desafios de empreender

Avalio: O que precisamos para começar a empreender?

Acioli: Um bom começo é estar disposto a assumir integralmente a liderança de alguma coisa, a fim de buscar a sua própria realização. Ao empreendedor, não há motivação maior do que conseguir realizar-se. Não basta ter uma boa ideia, sentar-se nela esperar que algo aconteça. No caminho da realização, o empreendedor fará acontecer! Conseguir ver as coisas sob óticas diferentes, além do que os outros conseguem ver pode ser um primeiro passo para um empreendimento de sucesso.

 

Avalio: Estamos passando por um cenário de desemprego e crise. Isso favorece ou desfavorece o empreendimento?

Acioli: Aqui vale um comentário antes. Há dois grandes grupos de empreendimentos, ou se preferir, de empreendedores: aquele que empreende porque acredita na sua ideia e nos resultados que ela pode alcançar, chamado de empreendedor por oportunidade, e aquele que precisa fazer alguma coisa, por iniciativa própria, para garantir o pão de cada dia, chamado de empreendedor por necessidade.

O por oportunidade faz algo diferente ou de forma diferente; o por necessidade, nem sempre.

O cenário atual tem obrigado várias pessoas a empreender por necessidade. Esta não é a melhor alternativa para sucesso de um negócio, mas o sucesso também é possível. Ocorre que qualquer empreendimento precisa de recursos. Num mercado retraído, estagnado, onde somente o recurso humano não é escasso, empreender acaba sendo mais difícil.

 

Avalio: Qual o papel do governo para empreendedores iniciantes? Existe algum subsídio ou facilidade?

Acioli: Se por um lado o governo estimula que empreendedores saiam da informalidade, oportunizando cadastramento de micro empreendedores individuais (MEI), com vantagens tributárias e alguns benefícios adicionais, por outro, não parece se preocupar muito com o dia seguinte deste, agora, empresário.  Grande maioria das empresas abertas fecham após um ou dois anos. E a burocracia para encerrar as atividades costuma ser grande.

 

Avalio: Qual o erro mais comum que pode destruir um empreendimento?

Acioli: Há vários motivos que levam um empreendimento para o caminho do fim. Costumo dizer que a falta de um planejamento adequado, seja um plano de negócios, sejam os problemas de capital de giro, são muito importantes para sucesso. No entanto, ninguém sobrevive se fizer mais do mesmo, ou seja, a diferenciação é fundamental.

 

Avalio: Você pode nos explicar um pouco sobre o Boteco do Conhecimento e suas inovações no universo do treinamento corporativo?

Acioli: O Boteco nasceu numa época em que as empresas não tinham muitas alternativas metodológicas para treinar seus funcionários. A ideia de mais do mesmo prevalecia no mercado e a escolha por um ou outro fornecedor acabava sendo feita meramente pelo preço cobrado. A proposta do Boteco sempre foi de ser diferente e procurar se manter  diferente. Mudamos um pouco a cada dia, assim como as empresas e o próprio mercado mudam. Nossos treinamentos são feitos como ternos sob medida, não há um igual ao outro, porque não há empresas nem funcionários iguais.

 

Avalio: Você tem algum case, de sua vida profissional, que leva como aprendizado?

Acioli: Vários. Mas a principal passagem na minha vida e que classifico como maior lição que tive foi a minha demissão. Foi o momento em que após dezessete anos de empresa, fui demitido. Absorvido o choque, avancei e fui mais longe do que se ainda lá estivesse. É a perfeita lição da parábola da vaca jogada no penhasco (leia aqui). A situação força você a sair da sua zona de conforto e, a partir de então, perseguir os seus reais objetivos que, no meu caso, só ficaram claros depois de ser demitido.

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